A definição aceita e usada atualmente pela IASP (International Association for the Study of Pain) afirma que:
“Dor é um experiência emocional e sensorial subjetiva desagradável, associada à real ou potencial lesão tecidual ou descrita em termos de tal lesão1.”
Muito mais do que um simples sintoma, a dor envolve diferentes emoções e sentimentos, como medo, tristeza, raiva, angústia, entre outros. Tem caráter individual e intransferível, pois cada um vivencia essa sensação de maneira única. Assim, sua descrição, intensidade e tolerância não podem ser julgadas. Cada um sabe a dor que sente!
O termo sensorial usado na definição remete não apenas as estruturas do sistema nervoso envolvidas na captação, transmissão e processamento dos estímulos dolorosos, mas também aos sentidos do olfato, visão, audição, paladar e tato. É possível, por exemplo, um determinado cheiro ou som produzir lembranças de um episódio de dor, ou até mesmo gerar dor.
Dor nem sempre é consequência de lesão tecidual. Caso o sistema nervoso central tenha percepção de uma lesão ou reconheça uma situação como perigo, mesmo que isso não seja verdadeiro, a resposta poderá ser dolorosa. Admite-se então o aspecto multidimensional da dor, onde fatores psicossociais, aprendizagem, lembranças e processos afetivos são determinantes para a experiência de dor de cada indivíduo.
Ainda em discussão no meio acadêmico, uma nova definição sobre dor foi proposta recentemente e sugere algumas modificações, considerando de maneira mais explícita o modelo biopsicossocial da dor:
“Dor é uma experiência angustiante, associada com real ou potencial lesão tecidual, com componentes sensoriais, emocionais, cognitivos e sociais2.”
Como é sentir dor para você? Você é capaz de reconhecer os diversos aspectos que podem estar associados a sua experiência dolorosa? Pense nisso!
Referências Bibliográficas