Apesar da relevância para direcionar tratamentos e prognósticos de cada doença, o diagnóstico ortopédico é insuficiente para a tomada de decisão clínica na fisioterapia, pois não considera as deficiências e incapacidades funcionais apresentadas por cada paciente. Assim, é possível ter um grupo de pacientes que apresenta o mesmo diagnóstico ortopédico, mas com variados graus de incapacidade funcional. E por isso, necessitarão de intervenções diferenciadas na fisioterapia.
Através da avaliação fisioterapêutica sistematizada, é possível elaborar o diagnóstico cineticofuncional, essencial para o planejamento e implementação de estratégias de tratamento mais assertivas e eficientes. Segundo a própria resolução do Conselho Federal de Fisioterapia “É competência do Fisioterapeuta, elaborar o diagnóstico fisioterapêutico compreendido como avaliação físico-funcional, sendo esta, um processo pelo qual, através de metodologias e técnicas fisioterapêuticas, são analisados e estudados os desvios físico-funcionais intercorrentes, na sua estrutura e no seu funcionamento, com a finalidade de detectar e parametrar as alterações apresentadas, considerados os desvios dos graus de normalidade para os de anormalidade”.
Fazem parte da avaliação fisioterapêutica a anamnese, avaliação da dor com base no modelo biopsicossocial, exame de mobilidade articular e força muscular, testes funcionais, análise do movimento humano, avaliação da incapacidade funcional, entre outros. A análise conjunta dos dados levantados, bem como a inter-relação dos mesmos, apoiam a formulação da(s) hipótese(s) de diagnóstico cineticofuncional, servindo de parâmetro para a escolha das melhores técnicas fisioterapêuticas para cada paciente.
Importante lembrar que reavaliações periódicas também fazem parte do processo de tomada de decisão clínica na fisioterapia, pois são necessárias para análise do resultado das intervenções realizadas, revisão e modificação das condutas além da validação da alta do paciente.